{"provider_url": "https://www.valenca.rj.leg.br", "title": "181\u00aa Festa da Gl\u00f3ria de Valen\u00e7a", "html": "<p>\u00a0</p>\r\n<p><strong>HIST\u00d3RIA </strong></p>\r\n<p><em>Adapta\u00e7\u00e3o do texto \u201cA Catedral de Nossa Senhora da Gl\u00f3ria de Valen\u00e7a \u2013 Informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas b\u00e1sicas\u201d de autoria do Prof. Ms. Raimundo C\u00e9sar de Oliveira Mattos (dispon\u00edvel no site: Portal Valen\u00e7a/RJ).</em></p>\r\n<p><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0O pr\u00e9dio, que no final de 2004, foi aberto para o culto, ap\u00f3s per\u00edodo denso e relativamente r\u00e1pido de uma restaura\u00e7\u00e3o nunca antes realizada na cidade, guarda em seu interior um verdadeiro tesouro art\u00edstico, hist\u00f3rico, cultural, religioso e, por que n\u00e3o dizer, sentimental do povo valenciano. </span></p>\r\n<p><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0Dezenas de gera\u00e7\u00f5es passaram por suas portas, foram banhadas pelas \u00e1guas do batismo em seu interior, receberam a absolvi\u00e7\u00e3o sacramental e o alimento espiritual da Palavra e do Corpo e Sangue do Senhor em suas salas e na nave da Igreja, uniram-se em matrim\u00f4nio na presen\u00e7a dos ministros autorizados, receberam a un\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo na Crisma ou na ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal, foram \u201cencomendados\u201d ao Senhor quando ainda se realizavam as missas de corpo presente nas igrejas antes da constru\u00e7\u00e3o da Capela Mortu\u00e1ria em Valen\u00e7a. Enfim, nasceram para a gra\u00e7a divina, viveram ou renasceram para a gra\u00e7a e voltaram para Deus tendo como cen\u00e1rio as paredes centen\u00e1rias e as imagens sacras da Catedral de N. Sr\u00aa. da Gl\u00f3ria.</span></p>\r\n<p><strong>Origem</strong></p>\r\n<p><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0A origem da Catedral de N. Sr\u00aa. da Gl\u00f3ria prende-se \u00e0 origem da pr\u00f3pria Cidade de Valen\u00e7a, podendo ser considerada como seu principal monumento e, pode-se afirmar, o marco principal mesmo de sua Hist\u00f3ria. Tendo como ponto de partida de sua hist\u00f3ria os anos de 1789 e 1803, respectivamente, in\u00edcio das provid\u00eancias para o aldeamento dos nativos ent\u00e3o denominados de Coroados e a funda\u00e7\u00e3o efetiva da Aldeia de N. Sr\u00aa. Da Gl\u00f3ria de Valen\u00e7a, a cidade surgiu de forma semelhante ao Brasil, ou seja, sob os ausp\u00edcios da religi\u00e3o cat\u00f3lica. </span></p>\r\n<p><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0Atrav\u00e9s da Portaria de 5 de fevereiro de 1803 do Vice-Rei D. Fernando Jos\u00e9 de Portugal foi nomeado capel\u00e3o para os nativos das terras valencianas o Padre Manoel Gomes Leal que \u201ctendo parochiado (sic) a Igreja de Sacra Fam\u00edlia, por Encommenda (sic), havia acompanhado as expedi\u00e7\u00f5es antecedentes contra os mesmos \u00edndios e feito ali servi\u00e7os muito \u00fateis \u00e0 Egreja e ao Estado.\u201d (Luiz Damasceno). </span></p>\r\n<p><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0O mesmo autor refere que tendo consultado a Mesa da Consci\u00eancia e Ordens, ficou o Padre Gomes Leal autorizado a levantar na ent\u00e3o aldeia um templo a N. Sr\u00aa. da Gl\u00f3ria, \u201conde com dec\u00eancia e mais respeito se celebrassem os officios (sic) divinos e fossem administrados os Santos Sacramentos.\u201d Anterior a tal templo, existiu uma pequena capela \u201c( \u2026) sob a invoca\u00e7\u00e3o de N. Sr\u00aa. da Gl\u00f3ria, capella (sic) essa firmada sobre toscos esteios de madeira, com paredes de palmitos e ripas ligadas por cip\u00f3 imb\u00e9, embo\u00e7adas de ligeiras camadas de barro e cobertas com ramos de palmeiras\u201d.</span></p>\r\n<p><strong>Capela-mor</strong></p>\r\n<p><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0Leoni I\u00f3rio relata que: \u201cEm substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 capela dos \u00edndios, (\u2026) deu-se in\u00edcio, em princ\u00edpio do ano de 1820, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o, em pedra e cal, da capela-mor da nova Igreja Matriz, de que era, ent\u00e3o, o primeiro vig\u00e1rio o Padre Joaquim Cl\u00e1udio de Mendon\u00e7a, (\u2026) Sob a influ\u00eancia do referido Vig\u00e1rio e do Major Cust\u00f3dio Ferreira Leite, mais tarde Bar\u00e3o de Airuoca, promoveu-se uma subscri\u00e7\u00e3o entre fazendeiros e moradores da Freguesia, em favor da constru\u00e7\u00e3o da capela-mor. Em Luiz Damasceno encontramos que a constru\u00e7\u00e3o \u201cficou coberta e assoalhada no ano de 1825, tendo sido mestre de obra Jos\u00e9 Lopes de Souza, que a executou com altera\u00e7\u00f5es do risco e planta, dados pelo architecto (sic) Jos\u00e9 Cristo Moreira\u201d. </span></p>\r\n<p><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0\u00c9, tamb\u00e9m no ano de 1825 que t\u00eam in\u00edcio as celebra\u00e7\u00f5es religiosas no local, sendo que \u00e0 frente da constru\u00e7\u00e3o ergueu-se um alpendre para \u201cservir de abrigo aos fi\u00e9is devotos , pois como se v\u00ea, \u00e9 ella (sic) muito pequena.\u201d Como, normalmente, as grandes constru\u00e7\u00f5es demoram per\u00edodos amplos para serem conclu\u00eddas, a Catedral de N. Sr\u00aa. Da Gl\u00f3ria n\u00e3o fugiu \u00e0 regra. </span></p>\r\n<p><strong><span>Corpo da igreja</span></strong></p>\r\n<p><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0Somente em 1832 \u00e9 que teve in\u00edcio a constru\u00e7\u00e3o do corpo da igreja, atrav\u00e9s de subscri\u00e7\u00e3o promovida entre os paroquianos por Joaquim Pinheiro de Souza. Em 1837 foram conclu\u00eddas as obras de pedreiro e carpinteiro no corpo da igreja e, a partir desta data, o consist\u00f3rio e a obra de talha foram feitas com recursos provenientes de presta\u00e7\u00f5es e concess\u00e3o de loterias pelo governo da antiga Prov\u00edncia do Rio de Janeiro. Em 5 de julho do mesmo ano, uma Portaria do Governo da Prov\u00edncia, lida na sess\u00e3o da C\u00e2mara Municipal declara que havia sido entregue ao Visconde de Baependy a quantia de 3:000$ de r\u00e9is, para as obras da matriz e que, no ano seguinte, expediria ordens ao Tesoureiro Provincial para entregar uma consigna\u00e7\u00e3o mensal para as obras, devendo o fato ser comunicado \u00e0 Irmandade. </span></p>\r\n<p><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0Seguindo-se, temos os seguintes fatos: \u2013 em 1840, por Decreto 182 de 25 de abril, ficou a irmandade autorizada a extrair uma loteria para as obras internas e alfaias; \u2013 em 1845, por Decreto Provincial n\u00famero 353, de 22 de mar\u00e7o, ficou a Irmandade autorizada a extrair outra loteria; \u2013 em 1857, atrav\u00e9s de uma subscri\u00e7\u00e3o promovida pelo Major Antonio Leite Pinto, forrou-se o corpo da igreja e \u201cfoi ela dourada\u201d. At\u00e9 o ano de 1871 a igreja n\u00e3o possu\u00eda torres.</span></p>\r\n<p><strong><span>Sino e torres</span></strong></p>\r\n<p><span></span><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0Apenas uma pequena, situada ao lado esquerdo, na qual foi batizado, em 1853, o maior dos sinos que tomou o nome de \u201cJoaquim\u201d, em homenagem ao Dr. Joaquim Saldanha Marinho, que gozava de grande prest\u00edgio em Valen\u00e7a. Tal sino foi fundido na cidade por Jo\u00e3o Cl\u00e1udio Larivoir e possui a seguinte inscri\u00e7\u00e3o: \u201cAo Sant\u00edssimo Sacramento, doa\u00e7\u00e3o feita por Silv\u00e9rio Jos\u00e9 Pereira Larivoir, fundidor em Valen\u00e7a, 1853 e seu peso \u00e9 83 arrobas e 8 libras.\u201d Por decreto n\u00famero 15902 de 16 de novembro de 1871, o Governo Provincial determinou que, nas verbas consignadas nas leis de or\u00e7amento para a despesas com as matrizes se deduzisse at\u00e9 30:000$ de r\u00e9is para conclus\u00e3o das obras da matriz de Valen\u00e7a. Data desta \u00e9poca, segundo Luiz Damasceno, a constru\u00e7\u00e3o das torres primitivas, servi\u00e7o feito administrativamente e \u00e0s custas do Governo Provincial do Rio de Janeiro. Em 1874, concluiu-se a constru\u00e7\u00e3o das torres e foi colocado na do lado esquerdo o rel\u00f3gio doado pelo negociante Manoel Jos\u00e9 Vieira. Tais torres possu\u00edam arma\u00e7\u00e3o de madeira com paredes revestidas de tijolos e passaram por v\u00e1rias reformas, sendo uma delas em 1882, e um reparo na torre direita em 1909. </span></p>\r\n<p><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0Em 1911 o estado de deterioriza\u00e7\u00e3o das torres era grande. Neste mesmo ano, o ent\u00e3o vig\u00e1rio Ant\u00f4nio Corr\u00eaa Lima decidiu ordenar a demoli\u00e7\u00e3o das torres primitivas, trabalho que foi conclu\u00eddo por Jo\u00e3o Campitelli e Joaquim Nunes, em 20 de setembro. Foi convocada uma reuni\u00e3o com membros influentes da sociedade na qual ficou decidido que seria aberta uma subscri\u00e7\u00e3o para a reconstru\u00e7\u00e3o, embora ficasse acertado que somente uma torre seria edificada, na parte central do frontisp\u00edcio, \u201caproveitando-se, para esse fim, os refor\u00e7ados alicerces de pedra de que disp\u00f5e a igreja\u2026\u201d. Seguiu-se um longo per\u00edodo desde a demoli\u00e7\u00e3o das torres primitivas at\u00e9 a edifica\u00e7\u00e3o das atuais. </span></p>\r\n<p><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0Em 1913 foi proposta uma nova subscri\u00e7\u00e3o e formada uma comiss\u00e3o, al\u00e9m de efetuadas v\u00e1rias reuni\u00f5es que, por fim, levaram \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o, determinando-se que cabia \u00e0 Irmandade de N. sr\u00aa. Da Gl\u00f3ria exclusivamente a tarefa de reconstruir as torres. Em 20 de outubro de 1913 a Irmandade decidiu autorizar a obra, ficando acertada a reconstru\u00e7\u00e3o das duas torres, de acordo com a planta apresentada, por j\u00e1 terem o embasamento feito. Ficou ainda autorizado o convite a ser feito ao construtor Luiz Klotz para executar o servi\u00e7o e a nomea\u00e7\u00e3o de nova comiss\u00e3o para fiscalizar e dirigir as obras. O in\u00edcio da I Guerra Mundial em 1914 interrompeu o in\u00edcio dos trabalhos de reconstru\u00e7\u00e3o. Em 1917 foram obtidos novos recursos para a obra e, neste mesmo ano, a comiss\u00e3o citada deu por encerrados os trabalhos de reforma da fachada da igreja, reconstru\u00e7\u00e3o das duas torres e constru\u00e7\u00e3o das escadarias, \u201ccuja b\u00ean\u00e7\u00e3o teve logar (sic) no dia 15 de agosto daquele ano pelo Revmo. Vig\u00e1rio da freguezia (sic), Padre Antonio Corr\u00eaa Lima, auxiliado pelo Revmo. Padre Agostinho de Souza.\u201d (Luiz Damasceno). </span></p>\r\n<p><span><strong>Restaura\u00e7\u00f5es</strong> \u00a0 \u00a0\u00a0</span></p>\r\n<p><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0Em 1970, a maior reforma realizada at\u00e9 ent\u00e3o, foi levada a efeito pelo Monsenhor Nathanael de Veras Alc\u00e2ntara, descrita por ele no informativo \u201cO Circulista\u201d em artigo transcrito para o livro do mesmo nome. Eis um trecho: \u201c15 de agosto de 1970. Vinte mil vozes em pra\u00e7a p\u00fablica. \u00c9 voc\u00ea, Valen\u00e7a, que feliz como uma crian\u00e7a, entoa parab\u00e9ns para voc\u00ea. Aniversaria, totalmente restaurada , a Igreja da Rainha M\u00e3e. 150 anos.\u201d A atual reforma, conclu\u00edda em dezembro de 2004, \u00e9 a maior e mais completa que um pr\u00e9dio hist\u00f3rico sofre em Valen\u00e7a. </span></p>\r\n<p><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0Em janeiro de 2003, o atual p\u00e1roco, Padre Medoro de Oliveira Souza Neto, iniciou a mobiliza\u00e7\u00e3o da comunidade e, gra\u00e7as a recursos p\u00fablicos e privados obtidos, foi criado o Plano de Restaura\u00e7\u00e3o e Revitaliza\u00e7\u00e3o da Catedral, que entrou em execu\u00e7\u00e3o em agosto de 2003. Tal restaura\u00e7\u00e3o, sem d\u00favida, se tornou refer\u00eancia para a revitaliza\u00e7\u00e3o de outros pr\u00e9dios que comp\u00f5em o s\u00edtio hist\u00f3rico da cidade. Restaurada, enfim, a Catedral de N. Sr\u00aa. da Gl\u00f3ria de Valen\u00e7a passa a ser algo mais do que j\u00e1 foi: sede da Diocese de Valen\u00e7a, Casa da Rainha M\u00e3e e de seus filhos, patrim\u00f4nio de um povo, refer\u00eancia de uma cidade.</span></p>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<p><strong>Local: Centro - Valen\u00e7a/RJ</strong></p>\r\n<p><strong>Pessoa de contato (24) 2453-4248 ou (24) 2453-4248</strong></p>\r\n<p><strong>Site:\u00a0Visite o site do evento Adicionar evento ao calend\u00e1rio iCal </strong></p>\r\n<p><span>ENDERE\u00c7O Catedral de N\u00aa da Gl\u00f3ria Catedral Diocesana Nossa Senhora da Gl\u00f3ria \u2013 Diocese de Valen\u00e7a \u2013 RJ Pra\u00e7a Pe. Gomes Leal, 365 \u2013 Centro CEP: 27600-000 \u2013 Valen\u00e7a (RJ)</span></p>\r\n<p><em> OUTROS SITES Os interessados podem acessar o site da Igreja matriz da cidade (informado acima) e aguardar pela programa\u00e7\u00e3o definitiva. Abaixo segue um link para o site do Mapa de Cultura do estado do Rio de Janeiro: https://goo.gl/ypxzWt Acompanhe tamb\u00e9m o Facebook da Catedral de Valen\u00e7a: https://goo.gl/zMj2FG</em></p>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.valenca.rj.leg.br/author/vla", "provider_name": "  ", "type": "rich"}